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Bateria íon lítio

Bateria de íon lítio: conheça a unidade geradora de energia sustentável

Você que procura por uma unidade geradora de energia sustentável, precisa conhecer a bateria íon lítio. Um sistema que revoluciona o fornecimento de energia em situações de blackout e apagões. 

Nos períodos de pouca chuva, interrupções e instabilidade do fornecimento de energia são comuns. No Brasil, os especialistas afirmam que é mais uma questão de quando do que de se apagões irão ocorrer. Diante desse cenário, empresas e pessoas buscam opções —  como sistemas de baterias e inversores ou grupos geradores — para suportar um tempo considerável quando ocorrer uma interrupção do fornecimento externo de energia elétrica.

 

Bateria de íon lítio: unidade geradora de energia sustentável para a crise energética

No Brasil, já existe o novo sistema de backup e reserva de energia elétrica por meio da utilização de bateria íon lítio MLI Ultra, da empresa holandesa Mastervolt. 

Essa tecnologia de baterias, aliada a modernos equipamentos inversores e carregadores, permite manter o fornecimento de energia elétrica constante em situações de blackout ou apagões, O tempo que a tecnologia desse grupo gerador pode suportar vai depender da quantidade de baterias do sistema.

A solução é totalmente sustentável: não polui, não usa combustíveis fósseis, é 100% renovável e pode ser instalada em ambientes fechados. Por isso, podem ser instaladas em:

    • ambulatórios;
    • centros médicos;
    • centrais e sistemas de segurança;
    • residências;
    • apartamentos de alto padrão;
    • veículos de edição e transmissão de emissoras de TV
    • ambulatórios ou consultórios médicos móveis.

Com isso, além de espaços fixos, a bateria íon lítio da Mastervolt pode ser instalada até mesmo em áreas onde não pode usar geradores barulhentos e poluentes.

 

Como funciona a bateria íon lítio MLI Ultra da Mastervolt

O sistema recebe alimentação da rede elétrica e mantém um banco de baterias íon lítio constantemente carregado.  As cargas ou equipamentos ligados a ele podem ser divididos em dois grupos:

    1. um com alimentação ininterrupta, como se fosse um “no-break”,
    2. outro que pode ter uma interrupção de até 1 milissegundo. 

Dessa forma, quando há blackout ou apagão, o sistema passa a usar a energia armazenada nas baterias. O grupo de equipamentos ligados na saída "no-break" é mantido alimentado sem qualquer interrupção. Enquanto o outro grupo de cargas sofre uma pequena interrupção ("short break") e também passa a ser alimentado pelas baterias. A autonomia do sistema dependerá da quantidade de baterias que forem instaladas.

Essa é uma solução sob medida para pequenos ambulatórios médicos, edifícios sem gerador de emergência, ou aqueles em que o gerador de emergência atende somente as áreas comuns. Isso porque a possibilidade de instalação do sistema dentro de uma pequena sala ou armário garante que os procedimentos em andamento não serão interrompidos pela falta de energia da concessionária

Desse modo, o mesmo conceito pode ser aplicado em apartamentos de alto padrão. O sistema de bateria íon lítio, utilizado como um grupo gerador de energia sustentável, pode ser instalado dentro de qualquer ambiente interno, com energia limpa e sustentável. Além disso, é livre de manutenção presencial, uma vez que a manutenção pode ser feita por acesso remoto via internet.

 

Grupo gerador com tecnologia verde

A utilização de grupo gerado não é algo novo. A grande novidade é a tecnologia de bateria íon lítio MLI Ultra da Mastervolt, que tornou o projeto acessível a diversos ambientes, do ponto de vista de infraestrutura.

Antes, as baterias eram pesadas, soltavam gases tóxicos e até explosivos quando em carga. Por isso, não podiam ser guardadas em ambientes confinados e não aceitavam uma carga rápida sem comprometer a sua vida útil. 

As novas baterias de íon lítio contam com mais de três vezes a capacidade das baterias convencionais por peso e por volume. Ou seja, a bateria íon lítio da Mastervolt tem peso e volume reduzido em um terço em relação à tecnologia anterior.

Além disso, essa bateria também possui vida útil até seis vezes maior e capacidade de permitir recarga até nove vezes mais rápida do que as baterias convencionais sem soltar gases. Assim, essa tecnologia seria ideal para qualquer tipo de aplicação.

No mais, o sistema ainda permite que as baterias sejam carregadas por painéis solares ou ainda combiná-las com a instalação de geradores adicionais. Esses geradores somente entrariam em operação horas depois do blackout, quando o sistema de baterias estivesse totalmente descarregado.

Segundo dados compilados do ONS (Operador Nacional do sistema Elétrico), o tempo para o retorno de fornecimento de energia subiu de 65 minutos, em 2012, para 93 minutos, em 2013. Em 2014, esse número aumentou para 114 minutos. O sistema da bateria de íon lítio pode ser dimensionado para várias horas de suprimento. assim, com esse tempo médio de retorno da energia da concessionária, mesmo que em ascensão, o sistema de bateria íon lítio se adapta perfeitamente sem a necessidade de geradores adicionais.

 

Um sistema, não apenas um produto

 “O sistema que oferecemos acumula energia adquirida da rede elétrica para usá-la mais tarde, em caso da falta da mesma. Pode também ser usado em veículos que têm de operar de maneira autônoma. Em ambos os casos, o objetivo é não depender da rede elétrica e não utilizar geradores que usem combustíveis fósseis, poluem ou façam barulho. No caso de sistemas instalados em apartamentos, consultórios e ambulatórios médicos, o sistema supre a falta de energia da rede elétrica por horas, podendo ser instalado dentro das unidades”, - Roberto Brener, empresário fundador da Electra Service e engenheiro eletricista com especialização em máquinas elétricas pela Escola Politécnica de Engenharia da USP.

O sistema de bateria de íon lítio é a única solução possível quando um edifício não tem geradores ou para aqueles edifícios que possuem geradores apenas nas áreas comuns. Além disso, o sistema também pode ser instalado em unidades remotas de transmissão de dados, repetidoras de sinal de TV ou de celular.

Em lugares distantes ou de difícil acesso, onde há constantes faltas de fornecimento de energia por parte das concessionárias, o sistema também pode ser instalado. Nesse caso, o sistema retira o uso de geradores que necessitam manutenção e checagem periódicas. O sistema não é só completamente livre de manutenção, mas também permite acesso remoto via GSM ou internet para análise e diagnósticos.

 “Nós vendemos um conceito, um sistema, não é um só produto. É um conjunto de baterias, carregador e inversor inteligentes”, Roberto Brener.

 

Vantagens do sistema de bateria íon lítio:

    • Silencioso;
    • Não poluente;
    • Sem emissão de fumaça ou cheiro;
    • Baixo peso e volume;
    • Pode ser instalado em ambientes fechados;
    • Isola e separa o sistema elétrico dentro do ambiente da rede elétrica que alimenta a edificação;
    • No-break para os sistemas críticos, computadores, equipamentos médicos e monitoração de dados;
    • Interrupção de energia inferior a 1 milissegundo para os outros sistemas não críticos;
    • Fornece energia de qualidade, com forma de onda senoidal pura, sem ruídos, preservando equipamentos mais sensíveis.

 

Onde encontrar o sistema de bateria íon lítio MLI Ultra da Mastervolt

Você pode contar com toda essa tecnologia apresentada, basta entrar em contato com o time da Electra Service aqui no site ou pelo WhatsApp

O sistema é trazido ao Brasil sob encomenda e de acordo com as necessidades do cliente. Seu preço depende da configuração. Por exemplo, um sistema básico de 5 kVA/hora custa a partir de R $65 mil.

 

Sobre Roberto Brener

Formado Engenheiro Eletricista com especialização em Máquinas Elétricas pela Escola Politécnica de Engenharia da USP em 1986. Há 25 anos fundou a Electra Service, empresa especializada em instalações navais e sistemas de energia “off grid”.  

Brener é especialista em sistemas “off grid”, com mais de 430 projetos realizados e clientes satisfeitos. “Off Grid” é o nome que se dá a sistemas elétricos que trabalham desconectados da rede elétrica. São sistemas que têm geração própria ou armazenam energia para funcionar desconectados dos sistemas elétricos das concessionárias.


Inversor para barco

Inversor para barco: respostas para as 10 perguntas mais frequentes 

Se você chegou até aqui se perguntando: inversores elétricos em barco, para que servem? Saiba que os o inversor para barco é um dispositivo que serve para utilizar as baterias a bordo para ligar equipamentos alimentados em 110V ou 220V. Sem os inversores de energia para barcos, esses equipamentos seriam ligados a um gerador ou a uma tomada de cais. Você já se perguntou sobre a necessidade de instalar ou não um inversor para lancha ou barco? 

Se a resposta for “sim”, então, você chegou ao lugar certo! Separamos as 10 perguntas mais frequentes sobre inversores para barco e respondemos aqui para ajudar você a tomar uma decisão.

 

1 - Para instalar um inversor para barco, é preciso ter um grande banco de baterias?

Uma regra simples é dimensionar o seu banco de baterias com a seguinte proporção::

  • 12V para 20% da capacidade do inversor em watts;
  • 10% se seu banco de baterias for de 24V. 

Por exemplo: para um inversor de 2500 watts, precisaríamos de cerca de 500 Ah em 12V ou 250Ah em 24V.  

Lembre sempre que o melhor tipo de bateria para funcionar com um inversor são as baterias de gel, seguidas pelas baterias de AGM. 

Já para baterias automotivas convencionais, os bancos devem ser maiores, com mais baterias para evitar que elas sofram descargas profundas, o que reduz significativamente a vida deste tipo de bateria.  

 

2 -  Conversor para barco consome muita potência para funcionar?

A resposta é: depende. Isso porque é a eficiência do equipamento que determina o consumo. Para ter essa informação, é necessário consultar as especificações do fabricante.

Por exemplo, segundo o fabricante, a Xantrex Freedom Marine de 2500 watts tem uma eficiência de 85%.

Isso significa que o inversor necessita de 15% da energia fornecida na sua saída para poder funcionar. Assim, se ligarmos um micro-ondas de 1500 watts a um inversor desse modelo, ligado a uma bateria de 12 volts, estaremos consumindo 1500W/12V = 125 Amperes da bateria, mais os 15% de energia que o inversor necessita para funcionar. No total, nosso consumo será de 125 x 1,15 = 143,75 amperes.

Como o micro-ondas funciona apenas por alguns minutos, não há grande sacrifício da capacidade do seu banco de baterias em ampere-hora. Em 5 minutos, o total de ampere-hora consumido das baterias seria de 12Ah. 

Já um inversor com eficiência de 92% irá necessitar 11,25Ah para poder funcionar o mesmo micro-ondas do exemplo anterior. 

No dia a dia, essas pequenas diferenças são somadas e, por isso, pode valer a pena utilizar equipamentos com melhor eficiência. Assim, na hora da compra, compare a eficiência dos equipamentos e lembre que quanto mais alta a eficiência, melhor será o aproveitamento do seu banco de baterias. 

Outro fator que afeta o consumo é a capacidade de ficar em modo de “espera” quando as cargas ligadas ao inversor não estão em uso. Dependendo do modelo, alguns inversores ficam “invernando” se os equipamentos ligados a ele estiverem desligados e “acordam” ao sentir que um deles foi ligado. Esse consumo varia de 1 a 1,5 watt dependendo da marca e do modelo. 

 

3 - O que significa Inversor de onda senoidal e Inversor de onda Senoidal Modificada ou onda Quadrada?

A rede elétrica gera uma corrente elétrica em forma de onda senoidal perfeita; veja a onda vermelha da imagem abaixo. 

Então, enquanto os inversores de última geração produzem uma onda assim, os mais antigos tentam construir a senóide empilhando ondas quadradas, conforme mostram as ondas verde e azul da imagem.

Assim, somente a onda senoidal perfeita garante o bom funcionamento de seus equipamentos mais sensíveis. 

Inversor para barco 

4 - Inversor de barco de onda senoidal e de onda não senoidal: qual é a diferença?

A diferença pode ser significativa, uma vez que todos os equipamentos foram projetados para trabalhar com forma de onda senoidal. 

  • Onda senoidal: por ser mais limpa, faz com que os equipamentos funcionem melhor. Mas essa tecnologia tem seu preço, por isso, os inversores de onda senoidal costumam ser mais caros. 
  • Onda não Senoidais: podem causar efeitos negativos e fadigar alguns equipamentos a curto e médio prazo. Microondas e alguns motores podem aquecer, funcionar incorretamente e de forma barulhenta. Aparelhos de televisão podem gerar listas ou ruído na imagem, aparelhos de som podem gerar zumbidos ou ruídos, computadores e impressoras podem apresentar problemas e alguns notebooks podem simplesmente não funcionar. 

 

5 - Algum equipamento não pode ser ligado a um inversor para barco?

Você pode conectar praticamente qualquer equipamento ou eletrodoméstico a um inversor, mas existem exceções.

Cargas com alto consumo podem drenar a carga das suas baterias rapidamente, e seu banco de baterias pode não ser grande o suficiente para manter esta carga ligada pelo tempo necessário.

Isso se aplica a fogões ou fornos elétricos e aos aparelhos de ar-condicionado. Equipamentos com uso intermitente ou por pequenos intervalos de tempo como pequenas máquinas de lavar pratos, secadoras ou um fogão elétrico com apenas uma boca pequena podem ser usados conectados ao inversor de barco. Mas atenção: o banco de bateria deve estar bem dimensionado para este fim. 

 

6 -  Inversor para barco serve para cozinhar?

Sim, é possível cozinhar usando o inversor. Para isso, o banco de baterias deve ser razoavelmente grande e o inversor deve ser de no mínimo 2KW.

Mas se você quiser preparar um banquete, é melhor utilizar o gerador ou a tomada de cais. Outro ponto que você também deve considerar é que ligar o gerador para aquecer um prato, fritar um bife ou cozinhar um ovo é um desperdício danoso ao gerador, que não vai chegar nem mesmo a esquentar corretamente antes de ser desligado novamente.

Assim, uma boa solução é deixar apenas uma das bocas elétricas do seu fogão ligada ao inversor, com isso, se a ideia for preparar algo rápido, o gerador não precisará ser ligado. 

 

7 -  Pode usar ar-condicionado pelo inversor?

Sim, é possível usar um ar-condicionado ligado ao inversor desde que seja um aparelho pequeno. Entretanto, alguns cuidados devem ser tomados. 

Aparelhos de ares-condicionados devem desligar seus compressores quando atingem a temperatura ajustada para o ambiente que deve ser refrigerado. Portanto, esse ajuste deve ser feito de forma que o compressor funcione por algum tempo e desligue, mantendo a temperatura agradável, principalmente à noite, quando não há exposição ao sol. 

Para este tipo de aplicação, tanto o Inversor, como o banco de baterias, devem estar muito bem dimensionados. 

 

8 - Inversores de barcos também carregam baterias?

Sim, existem aparelhos que funcionam como inversor de energia e carregam baterias. A grande vantagem deste tipo de equipamento é que ele normalmente possui grande capacidade de recarga. O que, em caso de inversores simples, somente seria possível obter associando alguns carregadores de bateria em paralelo. 

Alguns desses equipamentos possuem ainda chaves de “by pass”. Isso permite alimentar as cargas ligadas a eles através das baterias e automaticamente conectá-las ao gerador ou da tomada de cais se houver.

A Mastervolt, por exemplo, possui modelos com até 200 amperes de capacidade de carga. Esse podem ser ligados em paralelo à tomada de cais ou a um gerador para reforçar a oferta de energia em momentos de grande demanda. 

 

9 - Qual é o melhor lugar para instalar um inversor?

A principal recomendação é instalar o inversor mais próximo das baterias. Isso irá reduzir os custos de instalação e melhorar a performance. O importante é reduzir o comprimento e, consequentemente, a queda de tensão entre o inversor e as baterias. 

Além disso, deve ser considerado que os inversores geram calor e precisam de ventilação para funcionarem corretamente. Por isso, é melhor instalá-los em locais secos, longe dos porões e principalmente bem ventilados. 

 

10 - É necessário capacitação técnica para instalar um inversor?

Não. A princípio, qualquer técnico que saiba ler o manual de instalação pode fazer a instalação.

No entanto, é necessário tomar cuidado para que o equipamento não receba energia do gerador ou da tomada de cais pela sua saída.. Esta é a causa mais comum de falhas nas instalações de inversores. Se for verdade que nada supera a experiência, não deixe que seu técnico aprenda seu ofício à custa do seu inversor. 

Para garantir a segurança, escolha um bom profissional de elétrica. Aqui na Electra Service, já somamos quase 30 anos de experiência. Você encontra profissionais certificados e experientes para diversos tipos de manutenção. Mande uma mensagem aqui no site ou pelo WhatsApp


Rádio VHF Marítimo

Rádio VHF marítimo: para que serve o botãozinho vermelho? 

Para que serve este botãozinho vermelho no rádio VHF marítimo, em que está escrito Distress ou DSC? 

A começar pelo significado, DSC significa Digital Selective Call. Assim, o Sistema DSC é um sistema semi automático, criado pela International Maritime Organization (IMO) como padrão para estabelecer chamadas de rádio VHF, SSB e outros. O sistema faz parte do Global Maritime Distress and Safety System (GMDSS). O DSC é reservado ao anúncio de urgências, chamadas de perigo, emergência e avisos relacionados à segurança.

 

Rádio VHF Marítimo X Chamada  Seletiva Digital (DSC)

Agora que você já sabe que o botão do rádio VHS serve para a Chamada Seletiva Digital (DSC), precisa saber o que é essa chamada e como ela funciona. 

Assim, a Chamada Seletiva Digital (DSC) é:

 

1- Digital:

O sistema DSC usa um sinal digital para enviar informações como:

  • Um número de 9 dígitos: funciona como uma espécie de identidade da embarcação chamado MMSI (Maritime Mobile Service Identity). Este MMSI deve ser solicitado à Anatel junto com a Licença de Estação de Navio (estação de rádio).
  • Posição e horário de quem está fazendo a chamada: o VHF deve estar conectado a um GPS que esteja recebendo dados de posição. Esses dados são transmitidos automaticamente quando se faz uma chamada de emergência.

 

2- Seletiva:

A chamada é seletiva pois ela pode ser direcionada:

  • Para uma determinada estação ou embarcação;
  • Para estações ou embarcações em determinada região;
  • Para um grupo de estações ou embarcações com determinados MMSI.

 

3- Chamada:

Geralmente as rádios tocam como um telefone ao receber uma chamada DSC. A  estação que recebe a chamada reconhece ser a destinatária e a partir daí as duas partes deverão se transferir para um canal diferente para prosseguir a comunicação.

 

Rádio VHF funciona aqui no Brasil?

É comum ouvir falar que a chamada DSC não funciona no Brasil. No entanto, ela funciona, sim. A ressalva é que nem todas as Marinas, Clubes Náuticos, Capitania dos Portos  e outras estações costeiras monitoram o canal 70. Por isso, todos os navios são obrigados a ter uma estação GMDSS, que é um conjunto de equipamentos de comunicação, entre eles um rádio VHF em escuta permanente do canal 70. 

Ao receber uma chamada DSC de emergência é disparado um alarme, e quem recebe deve avisar as autoridades competentes sobre a chamada, informando o MMSI, localização da embarcação em perigo e também o horário da chamada. Hoje já não é mais possível comprar um rádio VHF marítimo sem o tal botãozinho vermelho.

 

O canal 70 do rádio VHF marítimo é exclusivo para emergência?

A partir de 01/01/2005, os navios foram desobrigados a fazer escuta no canal 16 de VHF e  toda e qualquer chamada de emergência passou a ser feita via DSC, no canal 70. O Canal 70, que era usado como um canal qualquer, está agora reservado apenas para chamadas de emergência e não deve ser usado para outro propósito. Proteger este canal e mantê-lo desocupado é de fundamental importância.

 

Como saber se o rádio VHF está com o canal 70 ativado?

Não é possível simplesmente apertar o botão vermelho só como teste. Afinal, isso emitiria um sinal automático de emergência que poderia chegar a desencadear um SAR (busca e salvamento) por parte das autoridades e, no caso de um falso alarme, poderia haver algumas sanções.

Então, para saber se o canal 70 do seu rádio VHF marítimo está funcionando, verifique se seu rádio está conectado ao seu GPS e se está recebendo os dados de posição. Para isso, o GPS deve estar ligado e, dependendo da marca de seu VHF,  você poderá ler  a sigla “NMEA”, “GPS”, “DSC” ou ainda a Latitude e Longitude fornecidas pelo GPS no visor do rádio.

Além disso, você deve se certificar que seu MMSI está devidamente programado no rádio.   Você mesmo pode fazer essa programação acompanhando as instruções do manual do rádio VHF. Mas é necessário tomar muito cuidado, pois diversos rádios permitem apenas uma tentativa.

 

Chamada seletiva digital (DSC) direcionada

Outra forma de verificar se o canal 70 do seu rádio VHF está funcionando é enviando uma chamada seletiva digital (DSC) de forma direcionada para um MMSI específico. Assim, ela deixa de ser uma chamada de emergência. Por exemplo, fazer uma chamada a um amigo cujo MMSI você saiba. Essa funcionalidade pode parecer estranha porque as pessoas não costumam trocar seus MMSIs como trocam números de telefone. 

Assim, para fazer uma chamada DSC direcionada, basta consultar o manual do seu rádio VHF. No manual, você pode ver como fazer a chamda para um MMSI conhecido.

Uma vez que você consiga estabelecer uma chamada DSC dessa forma, poderá ficar confiante que no momento em que precisar levantar a capinha vermelha e acionar a sua chamada de emergência, todas as embarcações que monitoram este tipo de sinal estarão recebendo o seu MMSI e a sua posição. 

Ou seja, se você conseguir fazer a chamada DSC para um MMSIs específico, isso é sinal de que o canal 70 também está funcionando para emergências. Com isso, seu rádio permanecerá transmitindo este sinal até que alguém retorne com um sinal de conhecimento da chamada.

Rádio VHF Marítimo
Botão vermelho do Rádio VHF Marítimo, em que pode estar escrito "Distress" ou "DSC".

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